Emergências
em Aeronaves
Texto
de Daniel Salgan (Pitufo)
Classificação de Panes com Aeronaves
- Estrutural
(sem controle).
- Perda de potência
(total ou parcial).
obs.: A fase
crítica para o piloto vai desde a decolagem até 2500 pés.
Acima dessa altura ele tem um pouco mais tempo, porém em qualquer tipo
de pane a aeronave poderá perder altura rapidamente e as decisões
precisam ser tomadas rapidamente.
Prevenção
- As áreas
de salto são responsáveis pela realização das
revisões e manutenções das aeronaves e pela contratação
e treinamento de pilotos experientes.
- Os pilotos
tem a responsabilidade de se certificar que as aeronaves se encontram com
suas revisões em dia, e de realizar a inspeção pré
vôo antes do início das operações.
- Os pára-quedistas
podem ajudar a evitar emergências em aeronaves realizando "CHEQUES"
nos equipamentos antes do embarque e da saída. A movimentação
dentro e a preparação da saída fora da aeronave devem
ser feitas com cuidado.
Categorias
I - RESPONSABILIDADES
DO PILOTO (NA SITUAÇÃO DE PANE)
- Informar
assim que puder da situação e condição da aeronave.
- Manter os
pára-quedistas informados ( pára-quedistas devem ser pacientes
pois o piloto tem muito a fazer : comunicação via rádio
, controlar o avião, informar os pára-quedistas, tomar decisões,
escolher alternativas de pouso, etc. )
- Recomenda-se
o uso de pára-quedas para os pilotos (diante de uma pane estrutural
este não terá condições de controlar a aeronave).
- Quando estiver
usando pára-quedas, o piloto só abandonará a aeronave
em caso de pane estrutural (sair imediatamente não importando a altura).
II -
RESPONSABILIDADES DOS PÁRA-QUEDISTAS (NA SITUAÇÃO DE
PANE)
- Estar sempre
totalmente equipados e prontos para sair ( tirantes ajustados desde a decolagem).
- Manter a
calma ( evitar comentários desnecessários ).
- Reportar
qualquer anormalidade que perceber durante o vôo (de acordo com os
pilotos, qualquer informação referente a segurança
de vôo deve chegar até eles, o mais rápido possível,
não importando a sua origem. Os pára-quedistas possuem experiência
em vôo que pode ser útil aos pilotos).
- Não
abrir a porta ou sair sem a autorização do piloto ( tratando-se
de uma pane estrutural, sair imediatamente , não importando a altura
).
- O pára-quedista
responsável pela reta (ou aquele que esteja ao lado do piloto) deverá:
- Ser o
elo de comunicação com o piloto.
- Manter
o restante dos pára-quedistas informados.
- Decidir
quem poderá sair, de acordo com a experiência.
- Certificar-se
de que o ponto de saída é seguro.
- Todos
os pára-quedistas são responsáveis pela não
alteração do centro de gravidade ( CG ).
III
- ANORMALIDADES
ABERTURA ACIDENTAL
DA PORTA:
- Se a porta
abrir acidentalmente durante a decolagem ou subida, não faça
nada, pois o avião voa perfeitamente com a porta aberta.
- Espere instruções
do piloto, porém, se perceber que a porta se encontra destravada,
mas ainda fechada, você poderá tentar mantê-la fechada.
Caso não consiga, não se preocupe, solte-a.
- Se a porta
abrir, acidentalmente ou não, acima de 100mph, ela poderá
soltar-se, correndo o risco de bater contra o profundor e causar uma pane
estrutural.
- Em um vôo
de lançamento só se excede esta velocidade em duas situações:
durante a descida e durante um mergulho.
ESTOL:
Esta situação
poderá ocorrer em vôos de lançamento quando, 1- em atitude
de subida um pára-quedista se movimentar para trás ou, 2- na
reta de lançamento devido a pouca potência e baixa velocidade.
Se houver uma brusca mudança do centro de gravidade e o piloto não
tiver tempo de compensar, a aeronave poderá estolar e perder a sustentação.
Se o estol aconteceu
devido a mudança de lugar de um pára-quedista, ele deverá
retornar a sua posição.
Os pára-quedistas
devem sempre informar o piloto qual será o tipo de saída que
irão realizar para que este possa configurar o vôo da aeronave
adequadamente para o lançamento.
IV -
SAIDAS ALTERNATIVAS
Todo pára-quedista
a bordo de uma aeronave deve conhecer as saídas alternativas pôr
dois motivos:
- Aglomeração
- Porta obstruída
Assim, ao entrar
na aeronave, os pára-quedistas devem procurar identificar:
- Portas de
emergências ( aviões grandes )
- Janelas
PORTAS DE EMERGÊNCIA:
Aprenda
a abrir as portas e janelas de emergência. Não espere pôr
uma pane real, pois esta não é a hora de ler instruções.
JANELAS:
Procurar
janelas perto de você e longe da porta, que tenham tamanho suficiente
para uma pessoa equipada passar pôr elas.
APÓS UM
POUSO DE EMERGÊNCIA: quebrar a janela e sair mais rápido possível.
V - REAÇÃO
DIANTE DE DIFERENTES CIRCUNSTÂNCIAS
- Manter a "calma"
o tempo todo.
- No caso de
pane "estrutural", sair o mais rápido possível,
não importando a altura. Após
a saída, distanciar-se apenas o suficiente para comandar. Sempre
acionar o pára-quedas reserva, uma vez que não se pode precisar
qual é altura da saída.
- Se o piloto
informar que se encontra com uma pane, as reações corretas
deverão ser as seguintes:
- Manter
a calma e estar atento.
- Checar
o altímetro.
- Virar
ordenadamente no lugar, ficando de joelhos o mais para frente possível.
- Perguntar
a condição da aeronave (dá para pousar ou é
melhor saltar ?).
- Enquanto
é informado pelo piloto, checar os punhos.
- Quando
o piloto informar que pode abrir a porta, olhar e identificar sobre
que área serão lançados os pára-quedistas
(fora da área, sobre ela, mato, cidade).
- Se autorizado
pelo piloto, realizar uma saída "rápida".
- Checar
o altímetro na porta (para saber a altura no momento da saída).
- Comandar
o pára-quedas 1 (um) segundo após a saída para
garantir afastamento do profundor.
- Se a saída
for muito baixa, logo após o comando:o para-quedista deve:
Obter controle do velame o mais rápido possível (pegar os
tirantes para evitar colisão de velames).
Localizar área alternativa de pouso e planejar direção
de pouso. Procurar por tráfego.
- Se o piloto
informar que fará um pouso de emergência com a aeronave, agir
de acordo com o que segue:
Ir o
mais para a frente possível.
Colocar o cinto de segurança.
Colocar o capacete.
Posição de pouso de emergência.
Abrir a porta um pouco antes do pouso.
- Assim que
a aeronave tenha parado completamente após o pouso de emergência:
Soltar
o cinto de segurança
Abandonar a aeronave o mais rápido possível
Afastar-se da aeronave
VI -
ALTURAS MÍNIMAS DE SAÍDA
- Pára-quedistas
até categoria "B" ( inclusive): acima de 2500 pés.
Abaixo desta altura pousar com a aeronave.
- Pára-quedistas
experientes:- acima de 1500 pés. Abaixo desta altura pousar com a
aeronave.
Para
estabelecer alturas mínimas de saída, levamos em consideração:
Tomada de decisões = 500 pés
Saída de 5 (cinco) pessoas = 400 pés
Navegação = 300 pés
Terrenos altos após a decolagem = 300 pés
Total = 1500 pés*
*: Alturas
mínimas de saída calculadas com base em pára-quedistas
experientes.
VII
- QUE PÁRA-QUEDAS COMANDAR?
Para
responder a essa perguntar considerar:
Altura de saída,
tipo de piloto extrator, tipo de velame, Cypress ou outro tipo de DAA e experiência
do pára-quedista.
- Alturas:
(categorias A até B): Abaixo de 2500 pés, pára-quedas
reserva.
(categorias C e D): Abaixo de 2000 pés, pára-quedas reserva.
(categorias E ou experientes): Altura que o pára-quedista se sinta
confortável.
- Tipo de Pilotinho:
Existem 2 tipos de piloto extrator colapsáveis: "kill line"
e de elástico.
A característica dos pilotinhos "kill line" é que
estes já estão armados na hora do acionamento, enquanto que
os pilotos de elástico encontram-se colapsados no momento do comando,
sendo o vento relativo responsável pela armação dos
mesmos.
Certifique-se sempre, antes de entrar na aeronave, que o seu piloto colapsável
está armado.
- Tipos de Velame:
É importante levar em conta este fator, pois dependendo do tipo de
velame a abertura pode demorar mais ou menos.
- Cypress:
O equipamento está calibrado para disparar a 700 pés ( versão
"expert").
Exemplo:
Se um pára-quedista sair da aeronave a 1500 pés e comandar
um Stiletto, ele corre o risco de ter o seu Cypres disparado devido a demora
peculiar às aberturas deste tipo de velame.
Devemos
lembrar que a velocidade de saída será baixa, como conseqüência
a abertura do principal será mais demorada.
- Experiência
do pára-quedista: A decisão de que pára-quedas comandar
depende do tipo de equipamento e da experiência do pára-quedista.
VIII
- AFFs
- Alunos deverão
ficar com o capacete até 1500 pés.
- Os alunos
saltarão somente se necessário.
- Se o aluno
encontra-se com 2 Jumpmasters e vídeo man, um Jumpmaster e o vídeo
man poderão sair para aliviar o peso da aeronave.
- Se a aeronave
viai pousar com um aluno, o Jumpmaster deve lembrar de desligar o "FXC".
- Tanto o câmera
quanto o Jumpmaster 2, podem "cantar" as alturas para o Jumpmaster
1, facilitando o seu trabalho. Lembre-se que o Jumpmaster 1 é responsável
pela equipagem do aluno, comunicação com o piloto, e instruções
ao aluno durante a pane.
IX -
DUPLOS
- Sair só
se necessário.
- Se estiver
abaixo de 1500 pés, pousar com a aeronave.
- Entre 1500
e 2500 pés, comandar o pára-quedas reserva.
Acima
de 2500 pés, comandar o principal.