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Este trabalho é um resumo conclusivo e que está dentro de meus parâmetros técnicos, que não é o maior ou o melhor, e sim o de quem se sente responsável em sanar dúvidas, para proporcionar maior segurança em nossos saltos.
Procure estar sempre preparado para situações anormais que possam ocorrer durante seu salto, pois esta e a única e real forma de praticar o pára-quedismo de forma segura, utilize-se dos dispositivos de segurança existentes como Steven System, dispositivo de abertura automática, etc...
Este trabalho serve apenas como referência, sempre que possível e necessário, tire suas dúvidas com seu instrutor ou com pára-quedistas mais experientes.
Céus azuis e bons saltos!!
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Introdução
Para definir mal funcionamento do velame vamos utilizar o descrito no “skydive
information manual”, que define como:
“Mau funcionamento acontece quando, após o acionamento do velame o pára-quedista observa uma abertura parcial ou total mas, que ocasiona anormalidades de sustentação ou navegação”.
As situações de mau funcionamento do velame podem ser classificadas como, anormalidades ou panes. Se você tiver dúvidas quanto aos procedimentos a seguir em uma situação de mau funcionamento, realize o procedimento de emergência. Pois lembre-se, que tempo em nosso esporte é igual a altura, e quanto mais demorada ou mais baixo for tomada a decisão, mais perigosa esta situação passa a ser.
Em nossa vida de pára-quedista é impossível afirmar que nunca passaremos por situações em que o velame se apresente com forma definida ou não responda os comandos, porém o que devemos fazer é dobrar o velame principal com bastante atenção, e sempre que possível acompanhar a dobragem realizada pelo dobrador. Realizar sempre check em seu equipamento, manter o velame reserva dentro dos padrões estabelecidos pelo fabricante quanto a carga alar e dobragem, e condicionar-se para todos os saltos.
Causas
Existem vários motivos que levam um velame a apresentar um mau funcionamento,
eles geralmente ocorrem devido a erros de dobragem, posicionamento incorreto
do corpo do pára-quedista durante o processo de abertura, alta de manutenção
no equipamento ou falha do equipamento.
Classificação
Podemos classificar as ocorrências de mau funcionamento como anormalidades
ou panes. Estas ocorrências apresentam-se quando acontece abertura incorreta
do velame principal. As anormalidades são ocorrências em que
se deve tentar uma correção, porém elas podem se tornar
uma pane. As panes são ocorrências em que se deve realizar de
imediato o procedimento de emergência.
Os maus funcionamentos do velame podem ser de alta ou baixa velocidade. Alguns
maus funcionamentos são de fácil solução quando
aplicado o procedimento correto. Se após aplicar a ação
corretiva o pára-quedista notar que obteve o controle do velame, este
então deve realizar sua navegação para pouso com segurança
na área destinada a pouso. Se após aplicar a ação
corretiva o pára-quedista continuar sem o controle do velame, então
deve efetuar de imediato o procedimento de emergência.
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Situações de mal funcionamento
Batoque Solto
É uma anormalidade de baixa ou media velocidade. Um batoque solto durante
o processo de abertura do velame, embora não seja um incidente vulgar,
é fácil de acontecer, e deve-se a uma má fixação
dos batoques durante a dobragem, ou a um “atrito” do tirante em
alguma das partes do equipamento durante o processo de abertura do velame.
O resultado desta ocorrência são giros no sentido contrário
ao do batoque solto. O pára-quedista deve, como medida corretiva, segurar
os dois batoques e puxá-los até 75% da posição
do freio total, e desta forma estabilizar o vôo do velame. Quanto mais
alta for a performance do velame, maior será a velocidade dos giros.
Nos velames de alta performance, muitas vezes ao inflar eles entram em giro
neste caso, se o pára-quedista perceber que os giros impedem que sejam
desfeitas possíveis torções ou que não se consiga
o controle do velame, deve imediatamente efetuar o procedimento de emergência.
Em todas as situações, o pára-quedista deve efetuar o
procedimento de forma rápida; lembre-se de que os giros principalmente
nos velames de alta performance, fazem com que ocorra uma rápida perda
de altura. E além disto a velocidade dos giros podem aumentar a ação
da força centrífuga a ponto de dificultar a execução
do procedimento de emergência.
Uma linha partida
É uma ocorrência de baixa velocidade, pode ser difícil
de detectar devido a posição do slider que encobre as linhas.
O pára-quedista deve efetuar o check visual e funcional, se o velame
responder aos checks ele pode ser navegado normalmente (procure não
fazer curvas fortes). Observação: quando você vier para
pouso nesta situação não aplique freio total para pouso,
e sim aplique meio freio e prepare-se para executar um rolamento lateral.
Duas ou mais linhas partidas
É uma ocorrência de baixa velocidade, o pára-quedista
deve executar imediatamente o procedimento de emergência.
Pé(s) preso(s) nas linhas
Esta é uma ocorrência que pode ser de baixa, média ou
alta velocidade. Normalmente acontece devido a uma ma posição
do corpo do pára-quedista ou a uma má saída (nos casos
de abertura semi-automáticas), o pára-quedista ao verificar
que se encontra com os pés engatados nas linhas, deverá avaliar
a situação. Primeiro a do velame e depois a sua.
Comece a verificar o velame, se tudo se encontra em ordem, identificar a linha
ou as linhas que passam pelo seu pé, deverá puxar na parte que
fica entre o pé e o velame, deve repetir o procedimento até
que haja folga suficiente que permita que tire o pé, as linhas devem
ser largadas lentamente tendo o cuidado de verificar para que ela não
venha a ficar presa em nada (altímetro, rádio, punho do reserva,
etc...), é normal que quando o pára-quedista tenha o pé
preso nas linhas o velame tenha ema tendência a girar lentamente, devido
a tração provocada nas linhas enquanto o pé está
preso.
Em último caso, se o pára-quedista não conseguir retirar
o pé das linhas, e se o velame se mantiver voando de forma estável,
o pára-quedista poderá descer nesta posição “pouco
ortodoxa”, procurando aterrar em uma zona limpa e em segurança.
Devemos levar em consideração que se o pára-quedista
não conseguir liberar o pé e efetuar a liberação
do velame pode não ser a melhor idéia. A não ser se o
velame esteja complemente desgovernado.
Linha direcional partida
É uma ocorrência de baixa velocidade, dependendo da altura em
que ocorrer o rompimento, e do tipo de velame utilizado. Rompimentos até
2.500 ft., o pára-quedista deverá imediatamente realizar o procedimento
de emergência independente do tipo de velame utilizado (pequeno ou grande,
f-111 ou zero porosidade).
Abaixo de 2.500 ft., se o pára-quedista estiver utilizando um velame
convencional ou de baixa performance (f-111), o resultado é uma rotação
para o lado contrário ao da linha rompida estes giros poderão
ser controlados usando o tirante traseiro do lado da linha rompida para estabilizar
o vôo do velame. E assim poder navegá-lo até o pouso.
Na maioria das vezes os velames utilizados por alunos, os velames de precisão
e velames até 190 ft2 , desde que não sejam de zero porosidade,
consegue-se manter um vôo estável. Deve-se apenas observar que
quando da aproximação final ao solo, e se possível (e
isto devera ser testado enquanto o pára-quedista tiver altura), deverá
manobrar com os dois tirantes traseiros, ou seja, substituir a utilização
dos batoques pelos tirantes traseiros. Deverá efetuar um flare controlado,
escolhendo uma zona de pouso limpa de obstáculo. É claro que
durante a maioria da navegação e sempre que possível
o pára-quedista deverá utilizar o batoque que sobrou para realizar
as curvas necessárias. Pois elas serão mais fáceis e
mais confortáveis.
Nota: no momento do pouso o pára-quedista deve efetuar o flare e preparar-se
para realizar um rolamento lateral.
Punho duro
Se ao tentar acionar o comando do velame principal, este não sair do
alojamento o pára-quedista deverá efetuar uma tentativa enérgica,
e se necessário com auxílio das duas mãos. Se mesmo assim
não conseguir retirar o punho do alojamento, deve imediatamente executar
o procedimento de emergência.
Rompimento de tirantes
É uma ocorrência de alta velocidade, ocorre devido a uma abertura
muito violenta ou ao rompimento de um dos loops do sistema de três argolas.
O pára-quedista deve de imediato executar o procedimento de emergência.
Pára-quedista preso a aeronave
Esta e uma situação quase que exclusiva dos saltos de abertura
semi-automáticas (static line), em uma situação desta
natureza deve-se proceder do seguinte modo:
Pára-quedista:
Ao sentir que ficou preso à aeronave o pára-quedista deverá
colocar as duas mãos na cabeça (ou pelo menos uma delas). Esta
posição, além de informar ao lançador de que está
consciente e que sabe o que está acontecendo, permite que se a causa
do incidente for a fita de ancoragem presa por baixo do braço, ela
venha a se soltar, permitindo assim que com desobstrução da
fita o velame inicie o processo de abertura. E por outro lado permite ao lançador
ter uma melhor visualização do equipamento e dar a possibilidade
de identificar a causa do incidente.
O pára-quedista deve manter o contato visual com o lançador
durante o máximo de tempo possível. De forma alguma acionar
o reserva !!! O lançador deve dar um sinal de que vai cortar a fita
de ancoragem ou puxá-lo para dentro da aeronave, se a melhor solução
for esta, o pára-quedista deve aguardar com a mão na cabeça
e quando a porta estiver a seu alcance auxilie o lançador, se a decisão
for cortar a fita de ancoragem o lançador deve fazer um sinal identificando
a sua intenção.
O pára-quedista ancorado deve responder com movimentos amplos afirmativos
com a cabeça, visualize e segure com as duas mãos o punho de
acionamento do reserva. Não puxe o punho de acionamento do reserva,
até sentir-se solto e em queda livre!!!, assim que estiver solto conte,
um mil, dois mil, três mil, reserva !!!, (puxando com força o
punho de acionamento do reserva).
Lançador:
Ao perceber que o pára-quedista ficou preso a aeronave. Deverá
imediatamente comunicar o ocorrido ao piloto. E este comunicar a torre, sobre
o incidente. Deve manter-se no mínimo a 4.000 ft. Sobrevoando dentro
do possível a zona de lançamento e evitando as zonas densamente
urbanizadas. O lançador deve manter-se alerta e com um instrumento
cortante na mão, que pode ser uma “z kinfe”. A fita de
ancoragem do pára-quedista preso deverá ser imediatamente identificada
e agarrada. E não deve-se mais perder o contato com ela.
Se o pára-quedista ancorado der sinal de que pretende acionar o velame
reserva, corte a fita de ancoragem sem hesitar. Se o lançador encontrar-se
só com o piloto a bordo da aeronave ou restar apenas ocupantes alunos,
não tente recolher o pára-quedista ancorado.
Se decidir cortar a fita de ancoragem, o pára-quedista ancorado deve
ser o último a ser informado. Comece informando o piloto e este informará
a torre e as equipes de terra. Prepare-se para cortar. Informe o pára-quedista
ancorado com gesto do tipo “mão fechada indicador e médio
esticados, abrindo e fechando como uma tesoura”. Assim que o pára-quedista
ancorado segurar o punho do reserva, espere cerca de dois segundos e corte
a fita de ancoragem. Se for possível corte-a fora da porta e o mais
afastado da aeronave possível, sem se colocar em risco de cair. Lembre-se
que se isto acontecer, o piloto ficara só com o pára-quedista
ancorado.
Slider alto
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É uma
anormalidade de baixa velocidade. Esta e uma situação que todos
ou quase todos os pára-quedistas já passaram, é 99% solucionável,
no entanto causa uma alteração no desenvolvimento do velame
e por isso e necessário uma ação corretiva. O slider
alto, normalmente acontece nos velames com sob carga, ou seja, casos em que
a carga suspensa (pára-quedista equipado), é inferior ao estabelecido
pelo fabricante para a obtenção da performance ideal do velame.
Por isso é uma ocorrência normal nos velames utilizados por alunos.
Pois a capacidade de inflar do velame é lenta (uma vez que a relação
peso / superfície é baixa), e embora infle, não atinge
de imediato a pressão interior que permita que o velame abra totalmente
fazendo com que o afastamento dos grupos de linhas obriguem o slider a deslizar
até junto aos tirantes.
Normalmente o velame está aberto e voando de forma estável.
Se o pára-quedista não fizer nada para solucionar está
situação, com o uso normal dos batoques durante a navegação
o slider tenderá a descer até a posição normal.
A medida corretiva para esta ocorrência, é puxar ambos os batoques
por toda a extensão dos braços por cinco segundos, obrigando
o slider a descer.
Observação: quando o slider ficar a 50 % do comprimento total
das linhas (entre o velame e os tirantes), você deve tentar apenas uma
vez proceder conforme descrito acima, e se o slider não descer, de
imediato execute o procedimento de emergência.
Células das pontas fechadas
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É uma
ocorrência de baixa velocidade, tal como a ocorrência anterior,
pelo fato de ser um acontecimento corriqueiro principalmente nos saltos efetuados
pelos alunos, é 99% das vezes solucionável. Normalmente acontece
em virtude de sob carga. O fato de haver um velame com células fechadas
deve-se, normalmente ao fato do ar no interior do velame, ainda não
ter se distribuído de forma homogênea.
Em regra geral as células que não inflam são as das pontas,
de um só lado ou de ambos os lados. Na realidade, o interior da célula
que se encontra fechada já possui uma razoável quantidade de
ar capaz de a configurar. Mais ainda não há pressão suficiente
para abrir o bordo de ataque da célula. A célula fechada é
nada mais do que o esvaziamento do bordo de ataque, normalmente este esvaziamento
não vai além do primeiro terço do comprimento normal
da célula.
Para auxiliar a inflar a célula ou células fechadas, o pára-quedista
deve puxar ambos os batoques por toda a extensão dos braços
por cinco segundos. Teoricamente um velame de nove células voará
em segurança com duas células fechadas de cada lado. Excluem-se
desta ultima situação os velames elípticos e as asas
de alta performance. Em casos normais, raramente é necessária
a execução do procedimento de emergência.
Nota: se após aplicar o procedimento corretivo a célula ou as
células continuarem fechadas realize o restante do check visual e funcional.
Se o velame obedecer aos check’s, ele poderá ser navegado, porém
durante a navegação não realize curvas muito fortes para
o lado em que a célula estiver fechada.
Twist
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É uma
ocorrência de baixa velocidade. É também um caso com o
qual quase todos os pára-quedistas já se depararam. O twist
acontece quando há uma má extração da bolsa de
dentro do container. Ou uma saída desordenada das bonecas (linhas),
das ligas de fixação ou ainda a uma posição incorreta
do pára-quedista na hora da abertura. Como forma de prevenção,
é importante o bom estado das ligas, estar em uma posição
estável no momento do acionamento e retirar possíveis torções
existentes na bride. Em regra geral um twist quando muito terá quatro
a seis voltas e não desconfigura o velame, apesar do twist o velame
apresenta-se estável e em pleno vôo. No entanto não podemos
controlar porque as linhas direcionais também estão enroladas.
O procedimento correto e (não tocar nos batoques, antes de desfazer
o twist), separe os tirantes com as mãos, chutar no sentido do giro
e contrário à torção. Importante: se o twist não
desfizer até 2.500 ft (faixa vermelha do altímetro), realize
o procedimento de emergência.
Pilotinho na frente do velame
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É uma ocorrência de baixa velocidade. Caso o pilotinho mesmo estando preso no bordo de ataque não provoque a desconfiguração do velame ou das condições de vôo, uma navegação cuidadosa deve resolver , sem que necessite outros procedimentos. Porém vale ressaltar que como em qualquer outra situação de anormalidade, deve-se realizar o check visual e funcional, e caso o velame responda mal a algum dos checks deve-se imediatamente realizar o procedimento de emergência. Nota: procure não fazer curvas fortes durante a navegação.
Rasgo no velame
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É um incidente que pode ser de baixa, média ou alta velocidade. Os rasgos no velame são normalmente ocasionados por uma má dobragem. Pequenos rasgos dispersos pelo velame, não provocam de inicio nenhum comportamento anormal do velame. Rasgos do tamanho igual ou maior a ½ célula, são consideradas panes e deve ser realizado o procedimento de emergência. Todavia nos pequenos rasgos, o pára-quedista deve comparar a sua razão de decida com a dos seus companheiros. No caso de velames de alta performance, rasgos de tamanho superior a um palmo (+/- 25 cm.), deverão ser tratados como pane e o pára-quedista deve realizar o procedimento de emergência.
Nó nas linhas
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Esta é uma ocorrência que pode apresentar-se de baixa, média ou alta velocidade. Se após o processo de abertura o pára-quedista observar um enlaçamento de linhas, e se o velame apresentar-se com sua forma pouco configurada, o pára-quedista deve tracionar fortemente os tirantes traseiros ou bombear fortemente os batoques (aplicar várias vezes o freio total), a fim de tentar desfazer o enlaçamento das linhas. Se isso não acontecer, realizar imediatamente o procedimento de emergência. Se após a tentativa o enlaçamento se desfizer e tudo ficar normal, prossiga com seus checks visual e funcional.
Abertura parcial
É uma ocorrência de média ou alta velocidade, e apresenta-se
com o velame na fase inicial de abertura, com o slider ainda em cima, junto
ao velame. O pára-quedista tem a sensação de que ele
pode abrir normalmente a qualquer momento, o que não acontece. Com
o aumento da velocidade de descida, o velame tende a girar provocando twist.
É normalmente provocado pela prisão do slider a uma das partes
do velame ou das linhas. O pára-quedista deve aplicar o freio total
e enérgico na tentativa de que o slider desça. Se não
acontecer após está tentativa, o pára-quedista deverá
imediatamente realizar o procedimento de emergência.
Line over
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É uma ocorrência de baixa ou média velocidade, neste tipo de ocorrência o velame apresenta-se desconfigurado e normalmente reage de forma instável e com giros. Ao deparar-se com esta situação o pára-quedista deverá bombear (aplicar a ação dos batoques entre as posições de freio total e a de vôo total), entre duas ou três vezes, se após estás tentativas não obter resultado, o pára-quedista deverá de imediato executar o procedimento de emergência.
Bolsa do velame
preso dentro do container
Se após o acionamento do velame e efetuado o check de abertura, não
verificar sinal do inicio do processo de abertura, o pára-quedista
estará diante de uma pane de alta velocidade.O pára-quedista
deve imediatamente executar o procedimento de emergência.
Ferradura
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Esta é
uma ocorrência de alta velocidade, e acontece quando as abas de proteção
do pino do principal abrem antes do pára-quedista lançar o pilotinho
de mão (hand deploid), ou quando o pilotinho fica preso no corpo do
pára-quedista ou em seu equipamento. Esta é uma ocorrência
muito perigosa, pois quase não há redução da velocidade
de queda (vertical), e após a liberação do principal
este pode permanecer preso ao pára-quedista.
Este incidente pode ocorrer em virtude de uma má posição
do corpo do pára-quedista no momento da abertura ou por uma abertura
prematura do container nos equipamentos com sistema de abertura “hand
deploid”. Caso a ferradura ocorra neste tipo de equipamento, a medida
corretiva será, iniciar de imediatamente o procedimento de abertura
(lançando o pilotinho que neste caso continua alojado), caso a ferradura
aconteça devido ao pilotinho estar preso no corpo do pára-quedista
ou em uma das partes do seu equipamento, o pára-quedista deve efetuar
apenas uma tentativa de soltar o pilotinho, caso não consiga, o pára-quedista
deve imediatamente executar o procedimento de emergência.
Charuto
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É uma ocorrência de alta velocidade que acontece quando, há o inicio do processo de abertura porém o velame não infla. O atrito do tecido do velame desacelera consideravelmente a velocidade de queda livre e cria a ilusão de que o velame poderá inflar a qualquer momento. Após o check de abertura, e ao observar o charuto, o pára-quedista deverá efetuar uma tentativa de afastamento dos tirantes, se está tentativa não resolver, deve de imediato realizar o procedimento de emergência.
Velame preso na bolsa
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Esta é uma ocorrência de alta velocidade. E acontece quando existe a extração da bolsa do container até as linhas esticarem (no seu todo ou em parte). O tirante está esticado, mas o velame não é extraído da bolsa. Muitas vezes, acontece o entrelaçamento das linhas, com grande intensidade, podendo estender-se até os tirantes, impedindo assim o pára-quedista de levantar a cabeça, e conseqüentemente, dificultando a possibilidade de identificar a ocorrência. Nesta situação o pára-quedista deve de imediato executar o procedimento de emergência.
Pilotinho acionado
e container fechado
Esta é uma ocorrência de alta velocidade. Este tipo de ocorrência
consiste no lançamento do pilotinho porém o container continua
fechado. Se após efetuar o check de abertura o pára-quedista
notar que não iniciou o processo de abertura, deve de imediato executar
o procedimento de emergência.
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Abertura simultânea (velames principal e reserva)
O que todos os pára-quedistas devem estar conscientes, é de que devem obedecer às alturas inerentes a sua categoria e nível técnico, pois desta forma evitarão situações como as que irei relatar:
Biplano
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Esta situação
acontece quando ambos os velames abertos ficam um à frente do outro
e voam na mesma direção (exceto em casos extremos). O bordo
de ataque do velame traseiro, menor, se encosta nas linhas direcionais do
velame dianteiro. Em estudos realizados em velames com biplano, com o principal
mais alto à frente e o reserva mais baixo por trás, concluiu
que esta é a configuração mais comum no comando de ambos
os velames. Este biplano em particular parece ser estável e fácil
de controlar. Observou-se nos estudos que velames com diferença de
100 pés ou superior, o resultado pode ser diferente e esta combinação
foi considerada desaconselhável.
O melhor método de navegação para este tipo de biplano
é permanecer com o velame traseiro freado e voando com o velame dianteiro
fazendo movimentos suaves com os batoques. Vários estudos mostram que
poucas combinações são ligeiramente mais estáveis
com os dois velames freados. Porém a maioria dos relatos apresenta
navegação mais sólida quando se deixa o velame traseiro
freado.
Em velames compatíveis, não parece ser preciso tentar modificar
a configuração de biplano para um side-by-side de modo a desconectar
o principal. Ao modificar um ou outro velame para um side-by-side, parece
que é sempre necessário “brigar” um pouco para mantê-lo.
Aparentemente eles sempre tendem a voltar ao biplano, e tentar uma desconexão
quando eles estão voltando ao biplano pode ser perigoso.
Além disso, a relatos que ao manusear os velames para frente e para
trás, entre side-by-side e biplano ou vice versa, houve ocasiões
em que ambos quase que ou se enlaçaram. Por isso, não faz sentido
tentar mexer em um biplano dócil, navegável e sem maiores problemas
para pousar.
Pousar este tipo de biplano tem se mostrado fácil com velames grandes
ou pequenos, com alta ou baixa carga alar. Aparentemente, o melhor método
é o de dar o flare normalmente com o velame dianteiro. Entretanto,
é bom notar que dar o flare em qualquer um dos velames ou em ambos,
não há de fazer muito efeito: pode diminuir um pouco a descida,
mais não irá ser tanto, pois a combinação dos
dois provoca uma taxa de descida bastante suave. Conhecendo-se a tendência
de alunos e pára-quedistas iniciantes de dar o flare alto, nos faz
acreditar que o melhor conselho é nem mesmo fazê-lo.
Conclusão: em casos de biplanos, se o pára-quedista tem controle
(navegação), deve deixar o velame traseiro com os freios aplicados
e voar o velame da frente com movimentos suaves de batoque. Não faça
flare no pouso, mais se prepare para um rolamento lateral.
Side-by-side
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Esta situação
ocorre quando ambos os velames voam lado a lado na mesma direção.
Geralmente se tocando nas laterais ou a lateral do menor encostado nas linhas
laterais do maior. Em estudos realizados com side-by-side, apresenta-se resultante
ao velame menor abrindo logo após o comando do velame maior. Seja o
comando de um velame reserva maior comandado depois do velame principal, ou
de um velame principal maior que abre depois do velame reserva menor. O resultado
é sempre o mesmo, com exceção de alguns downplanes, que
serão comentados mais adiante.
A referência “maior” ou “menor”, indica a altura
dos velames, quando ambos estão inflados, contando o ponto de conexão
dos harnes até o extradorso. Somente o comprimento das linhas, não
parece ser um indicador exato da altura devido às diferenças
entre fabricantes. Harness, containers e diferenças particulares entre
o comprimento dos tirantes. Velames diferentes também irão apresentar
variações na altura de seu bordo de ataque. Até o momento
parece não haver uma fórmula que determine a altura quando suspenso
por um ponto comum do harness em um velame inflado.
O que parece indispensável até aqui é que: Se o topo
do bordo de ataque do velame traseiro fica abaixo do bordo de fuga do velame
dianteiro, o biplano é configuração mais possível.
Se o topo do bordo de ataque do velame traseiro fica na altura ou acima do
bordo de fuga do velame dianteiro, o side-by-side é a configuração
mais provável.
Na maioria dos casos, o side-by-side ocorrido dessa maneira pareceu ser uma
configuração fácil de voar com movimentos suaves nos
batoques do velame dominante (normalmente o maior), não sendo recomendado
que se navegue com os quatro batoques. Em um teste deste tipo, um flare foi
feito com os quatro batoques e imediatamente os velames entraram em uma configuração
aonde um voava em direção contrária ao outro, o que não
e nada desejável, além disso, navegar com os batoques “de
fora” de cada um dos velames resultou em um downplane. Isso não
é recomendado. O melhor a fazer é navegar o velame mais à
frente ou o maior dominante.
O side-by-side aparentou ser suscetível à instabilidade, quando
há diferença maior em tamanho e design (formato), muitas vezes,
quando há muita diferença de tamanho, o velame maior voava se
distanciando um pouco do menor, resultando em um biplano parcial com o velame
menor atravessando por trás. É um caso de delicada estabilidade,
recomenda-se muito cuidado nas manobras. Desconectar de um side-by-side que
persiste em não mudar para um biplano é aparentemente seguro,
desde que não haja problemas com o equipamento nem algum tipo de entrelaçamento
entre os velames.
Estes testes foram realizados sem o uso de dispositivos Steven System (RSL),
e isso requer atenção devido aos diferentes estilos e aplicações
existentes. Um pára-quedista (piloto de teste), não se sentiu
confortável ao pousar o side-by-side, com velames em alta carga alar,
especialmente quando havia um velame elíptico envolvido. Em testes
realizados tanto o side-by-side quanto o biplano, se mostraram dóceis
e fáceis de controlar. Deve-se enfatizar que apesar dos resultados
verídicos, não se pode confiar inteiramente nestas situações.
Durante todos os testes os velames foram realmente postos a prova e em algumas
vezes chegaram a se enroscar. Deve-se observar que manobras fortes ou inadequadas
podem causar resultados indesejáveis.
Conclusão: em caso de um side-by-side que se tem controle direcional,
navegue-o com manobras suaves no velame maior (dominante), se a configuração
não tiver controle e caso não haja entrelaçamento entre
os velames, desative o Steven system (RSL), e caso a altura permita, e libere
o principal.
Downplane
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Esta é
uma configuração rara. Acontece quando ambos os velames voam
em sentido oposto e em direção ao solo. Em testes realizados
verificou-se que embora seja um caso raro, podem ocorrer em casos de abertura
simultânea. Nos downplanes estudados sempre envolvia “twist’,
ou casos em que a bolsa do principal saia de forma irregular e o reserva já
estava aberto.
Na maioria dos casos o que começou como um downplane acabou se tornando
rapidamente em um side-by-side, sem qualquer interferência do pára-quedista.
Nos casos em que o downplane não se desfez por si só e que o
pára-quedista sentiu que não conseguiria desfazê-lo há
questões quanto a que tipo de manobras o pára-quedista poderia
fazer com os batoques do reserva para tentar mudar para um side-by-side. Tudo
indica que este side-by-side seria a configuração mais provável
em velame ainda com twist. Como não seria recomendável pousá-lo,
deve-se desconectar o principal.
Pode-se supor que o motivo mais provável em uma situação
deste tipo é um DAA disparado. Assim supõe-se também
que o pára-quedista encontra-se a pouca altura, estando baixo, não
há muito tempo para tentativas de melhorar a situação,
quando o melhor é aproveitar este tempo para fazer a desconexão
e procurar um bom lugar para pouso. Uma abertura simultânea requer uma
avaliação rápida e uma atitude instantânea. Um
downplane mergulha para o solo em uma velocidade espantosa, o melhor a fazer
é desativar o Steven system (RSL), e desconectar o principal.
Conclusão: em um downplane, caso a altitude permita, desconecte o Steven
system (RSL), e desconecte o velame principal.
Aberturas parciais
Há casos em que o pára-quedista se vê com um velame totalmente
inflado e um outro parcialmente inflado sendo arrastado atrás. É
comum achar-se fácil puxar de volta um pilotinho ou mesmo linhas bolsa.
É necessário muito cuidado ao fazê-lo. O velame pode começar
a inflar parcialmente ou rapidamente com o vento e ficar fora de controle.
Não se recomenda a ninguém, tentar puxar um velame parcialmente
inflado ou inflado. Até mesmo um velame ainda alojado na bolsa é
perigoso de se carregar, devido a possibilidade do pára-quedista não
conseguir segurá-lo e inflar.
Encontramos um relato de um pára-quedista de teste que o fato acima
citado aconteceu, quando o mesmo fazia curva para a final.O resultado foi
um downplane causando ferimentos. É muito mais sensato, quando possível,
desconectar um velame principal do que levá-lo até o chão.
A própria manobra de tentar puxar um velame que está parcialmente
“comandado”, pode ajudar a inflar e causar efeitos imprevisíveis.
Conclusão: caso o velame principal seja comandado enquanto o reserva
estiver em processo de abertura. O melhor a fazer é dar puxadas no
tirante traseiro ajudando o reserva a abrir e se preparar para lidar com a
configuração resultante. Se o reserva abre e o principal ainda
está dentro ou em saída do container, o melhor é desativar
o Steven system (RSL), e desconectar o velame principal.
Entrelaçamento do velame principal e reserva
Em nossa pesquisa encontramos um caso de abertura simultânea, em que
o resultado foi um entrelaçamento em giro, o reserva saiu dentro do
principal em processo de abertura, bloqueando o slider e impedindo o principal
de continuar sua abertura, o pára-quedista tentou puxar os tirantes,
mais devido aos giros, decidiu desconectar o velame principal após
6 ou 7 giros. Após avaliar essa situação chegamos a conclusão
que se o pára-quedista tivesse desconectado o velame principal haveria
uma chance de resolver o problema. Entretanto isto é apenas mera especulação.
Conclusão: se ocorrer um entrelaçamento entre o velame principal
e o velame reserva, tente de tudo para resolver o problema, puxando os tirantes
e ou os batoques. Tenha cuidado para não simplesmente optar pela desconexão,
uma vez que isto pode piorar a situação.
Conclusões finais sobre o estudo de aberturas simultâneas
A) a melhor maneira
de não ter problemas numa abertura simultânea é evitá-la.
Utilize dispositivos apropriados de indicação de altura para
manter uma boa consciência de altura. Siga os procedimentos de segurança
para altura apropriada de comando. Certifique-se que está fazendo a
manutenção e uso do dispositivo de abertura automática
(DAA) corretamente. Salte somente com equipamentos checados.
B) faça a escolha de seu equipamento com muito cuidado, garantindo
que não haja grande diferença entre o tamanho do velame principal
e velame reserva (na verdade a regra é que tenham tamanho semelhante).
C) no caso de um biplano em que o pára-quedista tenha controle direcional,
deixe os freios feitos no velame traseiro e navegue suavemente com o velame
dianteiro. No momento do pouso não faça nenhum flare e se prepare
para um rolamento lateral.
D) no caso de um side-by-side em que o pára-quedista tenha controle
direcional, voe com manobras suaves navegando o velame maior (dominante),
não de o flare para pouso e prepare-se para fazer um rolamento lateral.
Se não conseguir navegar com essa configuração e caso
não haja entrelaçamentos, desative o Steven system (RSL), e
desconecte o velame principal.
E) se ocorrer um downplane, desative o Steven system (RSL), e desconecte o
velame principal.
F) se quando o velame principal for comandado enquanto o reserva está
abrindo o melhor é ajudar o reserva a inflar puxando os tirantes. Observe
a configuração para agir da melhor forma. Se o velame reserva
abrir e o velame principal for comandado, desative o Steven system (RSL),
e desconecte o velame principal.
G) se o velame principal e o velame reserva se entrelaçarem, faça
o possível para consertar a situação puxando os tirantes,
e ou os batoques. Tenha atenção e não apenas desconecte,
pois isto poderá piorar a situação.
H) dispositivos adicionais para aumentar a segurança, como Steven system
(RSL), dispositivo de abertura automática (DAA), podem modificar seus
procedimentos. Analise as recomendações do manual e certifique-se
que estão de acordo com as especificações do equipamento
que você usa, pratique seu procedimento de emergência antes de
cada salto.