Modalidades

FQL - Formação em Queda Livre

É a modalidade mais praticada no mundo e ainda é a mais popular, apesar do crescimento da prática do Freefly.
É dividida em diferentes categorias, como por exemplo: 2-way, 4-way, 8-way e 16-way (onde o número representa o número de pessoas no salto). Os times são compostos pelos seus integrantes (4, 8 ou 16) + um câmera que registra o salto.
O objetivo num salto de TR é fazer o maior número possível de formações, escolhidas aletoriamente entre uma relação - pool - de figuras, onde cada formação completa vale um ponto. A contagem dos pontos é feita a partir da saída do avião contando 35 segundos, no caso do 4-way, e 50 segundos no caso do 8 e 16-way.
O esporte vem sendo dominado pela França (recordistas mundiais com 36 pontos) e EUA no 4-way, exclusivamente pelos EUA (recordistas mundiais com 31 pontos) no 8-way e pela Australia (recordistas mundiais com 9 pontos) no 16-way. Vale lembrar que o 16-way é uma modalidade recente é só teve uma competição oficializada pela FAI (Fédération Aéronautique Internationale).

Big-ways (Grandes Formações)

Os "big-ways" nada mais são do que saltos de TR com mais pára-quedistas no mesmo salto. São normalmente considerados "big-ways" saltos com mais de 30 pessoas.
Neste tipo de salto o objetivo não é necessariamente o número de pontos realizados, mas sim o número de pessoas no salto. Obviamente, quanto maior o número de pessoas no salto, maior é a dificuldade, tanto em "chegar" na formação, como em mantê-la estável. O atual recorde mundial é um 300-way (300 pessoas), realizado na cidade de Eloy no Arizona, em 12 de dezembro de 2002. Pelos critérios da FAI, um recorde só é estabelecido se a formação for mantida por no mínimo 3 segundos, com o número de pessoas planejadas.

FSV - Formações Seqüenciais de Velames

O Trabalho Relativo de Velames pode ser descrito como a manobra intencional de 2 ou mais velames em proximidade ou o contato entre eles durante a descida.
A manobra mais comum no TRV é o "hooking" de 2 velames, um abaixo do outro. Esta formação conhecida como "stack" (pilha) ou "plane" (a diferença entre um stack ou plane é a posição do grip no outro velame) é a mais comum.
Existem 2 tipos principais de formações no TRV:
1. Vertical: Os velames ficam um abaixo do outro (stack ou plane) e todos o grips são feitos na célula central;
2. Off-set: Uma ou mais docagens do mesmo velame e grips nas células das pontas (end-cells). As formações desse tipo incluem "diamonds, boxes e stair-steps".
Uma das características intrínsecas do TRV e que afugenta até mesmo pára-quedistas (de outras modalidades) experientes é a possibilidade de um enrosco ("wrap") entre os velames, coisa relativamente comum mesmo para os praticantes mais experientes e que pode ser extremamente perigosa se ocorrer em baixa altura. No caso de um wrap, as seguintes atitudes devem ser tomadas:
- PQD do velame superior:
1. cubra seus punhos;
2. verifique a altura;
3. converse com a outra pessoa enroscada com você;
4. saia do mesmo modo que entrou na formação.
- PQD do velame inferior:
1. verifique a altura;
2. converse com a outra pessoa enroscada com você;
3. ajude o outro PQD (se possível e se necessário);
4. tome a decisão de ficar ou desconectar;
5. comunique suas intenções ao outro PQD.

Freefly

É a mais nova e é também a que mais cresce atualmente. No freefly você voa o seu corpo em qualquer posição, direção ou velocidade durante o salto. Possíveis posições incluem o head down (cabeça para baixo), sit (chute-assis, sentado), stand (de pé), back (de dorso), belly (de barriga para baixo) e qualquer outro tipo imaginável de vôo . Simplesmente não há limites no freefly, exceto os criados por você mesmo (e pela gravidade é claro).
O fato de voar em diferentes posições num mesmo salto (diferentemente do TR no qual os praticantes voam sempre de barriga para baixo e por isso são pejorativamente chamados de bellyfliers), envolvem cuidados diferentes, principalmente em relação à proximidade dos praticantes, já que as velocidades de queda num salto desse tipo podem variar de 150 Km/h a quase 500Km/h (!!!) e uma colisão numa velocidade dessas pode ser bem perigosa.
O aprendizado do freefly requer uma progressão lógica. Deve-se primeiro entender como voar seu corpo em posições cujas velocidades de queda sejam mais lentas e só então deve-se mudar para as mais rápidas (o head down por exemplo). Ao aprender a controlar a velocidade, direção e proximidade nos saltos mais lentos desenvolve-se automaticamente as reações e a percepção de distâncias, que são pré-requisitos para poder saltar com grupos maiores.

Skysurf

O Skysurf é uma modalidade disputada em equipes, com cada equipe constituída por 2 atletas, o skysurfer e um câmera (cameraflyer). O skysurfer salta com uma prancha especial na qual ele desliza, e faz movimentos de giro e rotação, ou seja, ele surfa o céu. Já o câmera grava a performance do skysurfer em uma câmera de vídeo montada em seu capacete, mas também contribui com sua performance artística e com sua habilidades de vôo computando pontos individuais e influindo na pontuação da equipe. É, junto com o freefly, um vídeo-esporte, já que a filmagem influi na pontuação do time.

Freestyle

É, esteticamente falando, a mais bonita de todas. Suas manobras são muito parecidas com movimentos de balé e ginástica.
No freestyle um pára-quedista usa seu corpo para fazer manobras tridimensionais. Além das manobras, deve existir uma preocupação em fazer transições suaves entre uma manobra e outra.

Estilo e Precisão (ou Style & Accuracy)

São modalidades clássicas do pára-quedismo. As primeiras competições de pára-quedismo em torno dos anos 50 envolviam o pouso em um alvo fixo, o "estilo" foi criada logo após.
Estilo é uma sequência de 6 manobras feitas em uma ordem pré-determinada: uma curva de 360 graus à esquerda, uma curva de 360 graus à direita, um looping de costas (backloop), uma curva de 360 graus à esquerda, uma curva de 360 graus à direita, um looping de costas. Esta sequência é também chamada de "série".
Na precisão, o pára-quedista guia seu velame de modo a pousar pisando num disco eletrônico com uma "mosca" de 3 centímetros de diâmetro. O objetivo é pousar o mais próximo possível do centro. Faz parte do para-ski, uma modalidade que combina pouso em precisão com uma corrida de ski num circuito de slalom gigante.

Blade Running

Nesta modalidade, o pára-quedista deve percorrer um percurso de slalom entre os "skyblades" enquanto voa seu velame, e a cada toque no chão o atleta sofre uma penalidade.
Era uma modalidade normalmente praticada em montanhas (esquiáveis) adaptadas com skyblades, e o pára-quedista iniciava o percurso após saltar de helicóptero (normalmente), no entanto, com o desenvolvimento de novos velames, a modalidade está sofrendo algumas mudanças; as competições não são mais necessariamente realizadas em montanhas, mas sim em lagos, ou lugares com superfícies planas, dada a capacidade de planeio dos novos velames.
Com essa mudança fica evidente que este esporte é praticado (ao menos recomenda-se que seja) por atletas com extrema habilidade e experiência no vôo de velames radicais.

Paraski

A modalidade surgiu na Suiça no início dos anos 60 quando os esquiadores suiços conceberam o paraski como uma forma de salvamento nas montanhas. A idéia era saltar de uma aeronave, pousar em uma área aberta próxima à da vítima, prender os esquis e descer a montanha. Os campeonatos europeus eram eventos que incluíam saltar na montanha, usar os esquis e correr um percurso pré-determinado no menor tempo possível.
Hoje em dia os dois eventos são realizados separadamente, consistindo no slalom gigante (somente com esquis) e precisão usando pára-quedas especiais.
O percurso de slalom gigante é de aproximadamente 1000m de comprimento com um tempo de percurso de 1 minuto e em média 30 a 35 "gates".
Já os saltos de precisão são feitos de 3000 pés, num total de 6 saltos por campeonato. O disco (de precisão) fica locado em um local íngrime e de difícil acesso, o objetivo dos competidores é o de pisar no disco-alvo de apenas 5 cm de diâmetro.

Skydrive

Antes de qualquer coisa, Skydrive não é uma modalidade e sim uma "brincadeira" inventada pelos americanos na qual "a graça" da coisa é jogar os mais variados objetos de um avião e ver como eles se comportam em queda livre. No caso, saltar de carro é o "must" da brincadeira. Outros objetos incluem tratores, caminhonetes, televisões, cofres (alguém aí lembra do Papa-Léguas/Coiote?) e qualquer outro objeto usual.
Esse tipo de salto não é feito num dia qualquer e muito menos em um lugar qualquer. No caso da foto, a área de salto (Skydive Arizona) fica em pleno deserto, portanto não há grandes problemas em se deixar um carro ou um cofre simplesmente cair de um avião. Eles são normalmente realizados nos "junk days" (dias do lixo, tranqueira, etc.) onde um dos pára-quedistas joga seu objeto preferido e se joga com ele. Foi numa dessas brincadeiras que surgiu a idéia da "skyball"